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Parnahyba pede recuperação judicial e tenta evitar colapso financeiro

Clube solicita suspensão de R$ 767 mil em dívidas e admite crise que ameaça continuidade das atividades.


O Parnahyba Sport Club deu um passo decisivo - e preocupante - fora das quatro linhas. O clube ingressou na Justiça com um pedido de recuperação judicial, numa tentativa de reorganizar suas finanças e evitar a paralisação das atividades. A solicitação inclui a suspensão temporária de cobranças que somam aproximadamente R$ 767 mil.



O processo foi protocolado na 1ª Vara Cível da Comarca de Parnaíba e revela um cenário financeiro deteriorado, com bloqueios judiciais frequentes, ações trabalhistas acumuladas e dificuldades para manter o funcionamento básico do clube.


Segundo a própria diretoria, o pedido tem caráter emergencial. A intenção é interromper execuções em andamento, especialmente aquelas que vêm bloqueando recursos essenciais, inclusive repasses financeiros de entidades do futebol.


O presidente do clube, Eureliano Barros, admite que a situação saiu do controle. Em declaração, afirmou que o Parnahyba enfrenta um ciclo de dívidas que se retroalimentam: o dinheiro entra, é bloqueado pela Justiça, e o clube perde capacidade de operar, gerando novas pendências.


Os números expostos no processo ajudam a dimensionar o problema. O clube acumula prejuízos desde 2022, com passivo superior ao ativo em todos os balanços recentes. Em 2024, o caixa praticamente zerou - com menos de R$ 1 mil registrados como ativo.


A origem das dívidas é diversificada, mas tem um eixo claro: mais de 40 ações trabalhistas envolvendo atletas, ex-atletas e funcionários, além de débitos fiscais e compromissos herdados de gestões anteriores. Somados, esses passivos pressionam uma estrutura que já não consegue se sustentar.


O pedido de recuperação judicial segue o rito previsto em lei. Caso aceito, o clube ganha um período de proteção contra cobranças, enquanto elabora um plano de pagamento que deverá ser apresentado aos credores. Até o momento, esse plano ainda não foi protocolado.


Nos bastidores, o movimento é visto como tentativa de sobrevivência. Sem a medida, o próprio clube reconhece o risco real de interrupção das atividades - cenário que poderia significar, na prática, o fechamento das portas.


Dentro de campo, a crise financeira se soma ao momento esportivo delicado. O Parnahyba foi rebaixado no Campeonato Piauiense de 2026 e ainda não venceu na temporada, acumulando baixo aproveitamento.


O desfecho agora depende da Justiça. Se o pedido for aceito, o clube ganha tempo. Se for negado, a pressão financeira tende a se intensificar — e o que hoje é crise pode rapidamente se transformar em colapso definitivo.


Fonte, Por Walter Fontenele | Portalphb com informações do Ge-pi

 
 
 

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