Semana Santa eleva em 67% o preço de pescados no Mercado do Peixe


A chegada da Quaresma e da Semana Santa elevou em 67% o preço de alguns pescados no Mercado do Peixe, na Zona Sudeste de Teresina. Outros tradicionais produtos desta época também tiveram aumento na procura e nos preços. O quilo de alguns peixes variam de R$ 15 a R$ 80.

Apesar do aumento nos preços, a demanda nesta época do ano é alta. Segundo a vendedora Maria da Conceição, a procura continua alta. "Está saindo todos os tipos de pescada como a amarela, o peixe tilápia, o robalo e outros. Estamos vendendo bastante e todos os peixes estão sendo muito procurados. Não têm esse que seja mais procurado do que outro", explicou a vendedora. No Mercado do Peixe, com um dos maiores fluxos de venda de pescados da cidade, o quilo do bacalhau chega a custar R$ 80. O peixe é um dos mais tradicionais da Semana Santa. Comparado com o mesmo período do ano de 2021, o aumento foi de 12%.

Segundo os permissionários do mercado, os peixes mais vendidos são a tilápia e o tambaqui. Os dois são bastante abundantes no Brasil, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Antes da Quaresma, o quilo da tilápia era vendido por R$ 14, agora chega a custar R$ 19. Já o tambaqui, antes vendido por R$ 9, nesta Semana Santa custa R$ 15, isso representa um aumento percentual de 67%.

De acordo com o diretor do Mercado do Peixe, Francisco de Macedo, a movimentação de pessoas no local chega a ser 90% maior comparado à Semana Santa de 2021.

"Os permissionários estão muito felizes, porque no período da Quaresma até a chegada da Semana Santa todos os clientes vêm ao Mercado do Peixe para comprar o seu pescado. Já é uma tradição", comentou o diretor.

Segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, outros itens tradicionais da mesa de Páscoa tiveram aumento dos valores como a sardinha, o ovo e o azeite. O quilo da batata inglesa, por exemplo, está 18% mais caro.

A sardinha em conserva aumentou 16% em relação ao período anterior à Semana Santa. Assim como o azeite de oliva, que agora custa cerca de 16% mais caro. A cartela de ovo com 30 unidades também subiu, o valor agora é 9% mais caro.


Segundo Daniele Rodrigues, fiscal de caixa de um supermercado da capital, o estabelecimento pensou em estratégias para atrair a clientela diante da alta de preços.

"A loja vem trabalhando com promoções, nessa área específica, para melhorar para o cliente. Também aumentamos a demanda com os fornecedores para conseguirmos atender as solicitações", destacou Daniele.

O economista Fernando Galvão afirmou que a aumenta de preço é devido ao alta procura. O período da Quaresma até a Páscoa representa uma das sazonalidades do mercado, de acordo com o economista, que é quando alguns preços se alteram devido um período específico do ano.

"A coisa não anda fácil para os brasileiros já há algum tempo. Com a mesma quantidade de dinheiro, a gente sempre acaba colocando menos itens da cesta básica, por exemplo, dentro do carrinho do supermercado. E na Semana Santa essa coisa piora por causa da sazonalidade, a mudança no padrão de comportamento do mercado", explicou o profissional.

Nesta época, segundo Fernando, os produtos com mais aumento são chocolate, massas em geral e pescados. É essa procura, em relação à demanda que gera uma pressão na alta de preços.

Vigilância Sanitária faz alerta

A Fundação Municipal de Teresina (FMS), por meio da Vigilância Sanitária de Teresina, alerta para alguns cuidados durante a escolha dos pescados nesta época da Quaresma. A operação tem como objetivo garantir a preservação da saúde e segurança alimentar para o consumo e manipulação do peixe.


“Em ambientes como feiras é importante que o consumidor atente para a conservação do peixe. Quando comprado em supermercados, deve ser armazenado sob refrigeração e congelamento até a data de validade do produto. Essa é uma forma de garantir que não haja contaminação do produto”, destacou Larisse Portela, gerente da Vigilância Sanitária.


Ainda segundo a gerente, quando descongelados em microondas ou sob refrigeração, os peixes devem ser preparados diretamente, para evitar qualquer contaminação. Além disso, o alimento nunca deve ser descongelado à temperatura ambiente.

A vigilância ainda destacou que devem ser avaliadas a qualidade e a forma de armazenamento dos peixes, crustáceos e mariscos, além disso a população deve estar atenta à higiene do comércio, observando a limpeza e higienização do local, exposição e armazenamento dos produtos, embalagem e prazo de validade.