Projeto cria moeda própria para ajudar na produção de sopa para moradores


O projeto Transforma Mais Piauí, localizado no bairro Nova Teresina, Zona Leste da capital, inaugurou na tarde deste sábado (19) a Kitanda Solidária. O local visa ajudar mais de 250 pessoas cadastradas com a distribuição da sopa solidária. O alimento é preparado por diversas pessoas que, em troca, podem ganhar alguns dos diversos produtos da kitanda. Essa 'permuta' possui até moeda de troca, que é chamada PI.

Fátima Oliveira, uma das idealizadoras do projeto, contou que a produção do alimento chegou a ficar paralisada uma vez quando ela foi acometida por um problema de saúde nas mãos. Os beneficiários do projeto passaram a ajuda na produção da sopa e, então, Fátima resolveu doar cestas aos voluntários.


A partir disso, surgiu a ideia de montar a Kitanda Solidária, com uma moeda própria chamada PI.

“A moeda PI só vale na Kitanda. Então, se a pessoa que for lá ajudar a produzir a sopa e por exemplo, cortar as cenouras, ela vai ganhar um valor em PI que poderá ser trocado por qualquer produto à venda na Kitanda. Ou seja, quem ajudar a produzir a sopa, além de comer, ainda vai receber a moeda para comprar na Kitanda” explicou Fátima.

Projetos sociais são sonhos antigos

Além da sopa, o Transforma Mais Piauís fornece aulinhas de futebol e de reforço escolar aos beneficiários. O projeto foi idealizado pelo marido de Fátima Vieira, Domingos Rocha, que sempre teve vontade de trabalhar em um projeto social ajudando jovens da região através do esporte.

“A ideia inicial foi do meu esposo. O sonho dele era de ajudar os jovens, e começou pelo projeto do futebol e aí a gente foi trabalhar vendo o relato das pessoas aqui da comunidade” explicou Fátima.

Segundo Fátima, o projeto da produção de sopa solidária, que tem um pouco mais de um ano, surgiu durante a pandemia, quando todas as atividades da Associação tiveram que paralisar. O Transforma Mais Piauí foi um dos contemplados pela segunda edição do Prato Cheio, da Rede Clube, e segundo Fátima, ajudou a impulsionar as produções da sopa.


“O material para sopa veio do Prato Cheio. E pra fazer a sopa tiramos do próprio bolso, o projeto sobrevive de doações para manter a sopa solidária” contou ela.

Dentre as várias pessoas atendidas pelo projeto está a doméstica Patrícia Pereira, que possui como renda única as suas diárias trabalhando como doméstica. O dinheiro serve para manter uma casa com quatro pessoas.

"É uma ação muito importante para todos nós do bairro e uma atitude muito bonita que ela e seu domingo faz. Essas ações vão ajudar tanto a mim como várias pessoas daqui da região" contou ela.